Órgãos Regionais – Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) (comitê em dupla)

Chairs: A definir

Introdução ao comitê

A Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) constitui um fórum regional criado em 2010 para fortalecer a integração política, econômica e social dos países da América Latina e Caribe. Ela sucede iniciativas anteriores (Grupo do Rio, CALC) e atua como espaço de concertação multilateral que visa reduzir dependências externas, fomentar a soberania regional e articular políticas comuns. Em um contexto internacional marcado pela crescente multipolaridade e pela intensificação das disputas geopolíticas, a CELAC adquire relevância como instância capaz de coordenar respostas coletivas a desafios contemporâneos – como mudanças climáticas, crises econômicas, fluxos migratórios e pressões de potências extrarregionais – a partir de um ponto de vista exclusivamente latino-americano. Portanto, questões centrais do debate incluem: Como a CELAC pode aprofundar a integração regional sem replicar estruturas obsoletas herdadas de blocos anteriores? Quais mecanismos devem ser criados para conciliar a proteção dos direitos humanos com a salvaguarda da soberania nacional de cada Estado-membro?


Neste comitê, os países-membros da América Latina e Caribe discutirão temas vitais como governança global, cooperação internacional e segurança coletiva, sempre sob uma ótica diplomática e analítica. A expectativa é estimular um diálogo comparável a conferências de alto nível, onde cada delegado trate o tema sob a perspectiva da solidariedade regional. Convidamos, assim, todos os delegados a debaterem de modo construtivo e estratégico, propondo soluções multilaterais criativas para desafios que afetam nossa “casa comum” regional

Tópico 1: Medidas regionais de combate ao racismo, à xenofobia e à discriminação contra estrangeiros

Os fluxos migratórios na América Latina e no Caribe cresceram significativamente nas últimas décadas em razão de crises econômicas, instabilidade política, desastres ambientais e desigualdades sociais. Embora a mobilidade regional contribua para integração econômica e intercâmbio cultural, também tem sido acompanhada pelo aumento de casos de racismo, xenofobia e discriminação contra populações migrantes e refugiadas.


A marginalização social de estrangeiros frequentemente resulta em dificuldades de acesso a trabalho, educação, saúde e proteção institucional, além da disseminação de discursos de ódio e violência em espaços públicos e digitais. Diante desse cenário, o debate regional envolve a construção de políticas de acolhimento, mecanismos de proteção aos direitos humanos, cooperação jurídica entre os Estados e estratégias educacionais e culturais voltadas ao enfrentamento do preconceito e à promoção da convivência intercultural

Tópico 2: Cooperação regional para defesa militar e proteção da soberania diante de ameaças de potências estrangeiras    

As transformações recentes da ordem internacional têm ampliado disputas estratégicas entre grandes potências, especialmente em torno de recursos naturais, rotas comerciais, infraestrutura tecnológica e influência política sobre regiões consideradas politicamente relevantes. Nesse contexto, a América Latina e o Caribe passam a enfrentar desafios relacionados à preservação de sua soberania territorial, econômica e militar diante da crescente atuação de atores externos.


A presença de bases militares estrangeiras, a dependência tecnológica no setor de defesa e as pressões diplomáticas e econômicas exercidas por potências internacionais levantam debates sobre autonomia regional e cooperação estratégica entre os países do bloco. O fortalecimento de mecanismos conjuntos de defesa, inteligência e monitoramento regional aparece como alternativa para ampliar a segurança coletiva sem comprometer a soberania nacional dos Estados-membros

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